domingo, dezembro 15

Sabe que eu sinto uma certa culpa quando passo muitos dias sem escrever por aqui? Pois é, acontece. Mesmo sabendo que não tenho nenhuma obrigação nesse sentido. Esquisitices de um tipo meio neurótico.
Ontem descobri um fato inusitado, ainda estou boquiaberto. Nunca imaginei que pudesse existir uma cidade com o originalíssimo nome de Varre-Sai. É verdade, fica no estado do Rio. Estou dando tratos à bola para adivinhar como são chamados os naturais da pitoresca (pelo menos no nome) Varre-Sai. Até agora, meu melhor palpite é poeira.
Declinei do chamado para o tradicional e inevitável Natal em família, vou ficar jogado às traças por aqui mesmo. Eu sempre viajo na expectativa de viver algo especial, quase esperando uma revelação que dará sentido à vida (não liguem, sou meio pancada das idéias). Mas no final é sempre a mesma história, uma chatice inominável e eu andando pelos cantos, completamente entediado. Este ano, tô fora. Por isso, comecei a pensar em alguns filmes apropriados para ver nesta época. 'A felicidade não se compra' aparece logo de cara, já virou obsessão. Não importa quantas vezes eu assista, sempre escorre uma lágrima furtiva durante o final catártico: todos os habitantes de Bedford Falls que foram ajudados por George Bailey no passado, aparecem para doar suas economias e salvá-lo da falência e prisão. Do nada, surge a velha edição de Tom Sawyer, pertencente a Clarence, com a dedicatória "Nenhum homem é um fracasso quando tem amigos"; o toque de um sino confirma que ele finalmente ganhou suas asas, enquanto todos entoam Auld Lang Syne. Pena que, ao contrário de outros anos, o Telecine não vai exibir 'De ilusão também se vive'. Natalie Wood, ainda nos tempos de atriz mirim, está adorável como a garotinha racional que não acredita em Papai Noel. Depois eu continuo a lista.

Nenhum comentário: